terça-feira, 9 de setembro de 2014

Caruru dos 7 Poetas Comemora 10 anos de Tradição e Poesia

Ascom: Casa de Barro
ampliar Imagem: divulgação
 
 
Tradicional Caruru dos Sete Poetas acontece em Cachoeira-BA
 
O Caruru dos 7 Poetas chega a sua 10a edição com intervenções culturais, lançamento de livro e o tradicional recital com gostinho de dendê em três dias de intensa programação. Acontecerá de 26 à 28 de setembro de 2014, no Jardim do Faquir, em Cachoeira (BA).  Na sexta feira, 26, acontece o lançamento da antologia poética comemorativa de 10 anos do projeto, às 19:30 na sede da Casa de Barro. No sábado, 27, a partir das 13:30h começa a programação infantil e às 20h acontece a grande celebração poética e artística. A programação se encerra no domingo, 28, às 15 horas, com um cortejo poético que celebrará a poesia pelas ruas de Cachoeira, contando com intervenção dos grupos artísticos infanto-juvenil da Casa de Barro.


A antologia “Todas as mãos” reúne os principais poemas de todos os poetas que passaram pelo Caruru nesses 10 anos de trajetória e será lançada no formato de e-book.  Sábado, 27, principal dia do evento, as atividades começam voltadas para o público infantil, às 13:30h, com a apresentação do Grupo Rouxinol de Teatro e Poesia, o espetáculo teatral Rosinha e Sebastião – A Comédia Popular, do grupo de teatro Filhos da Utopia. Paralela à programação ocorrerão oficinas de confecção de fantoches e outras dinâmicas de interação com o público infantil.


A programação noturna será aberta pela performance do Importuno Poético, grupo que fará o cerimonial do evento. Na sequência haverá a apresentação de malabares, seguido do recital dos 7 poetas. Para encerrar Juraci Tavares e o grupo musical Gêge Nagô fazem apresentação poético-musical, logo após ser servido o caruru.


Os sete poetas homenageados nesta edição são: Alan Félix (Uruçuca), Deisiane Barbosa (Cachoeira), Luar do Conselheiro (Uauá), Marlon Marcos (Salvador), Martin Salas (Cartagena/Colômbia), Marta Galrão (Salvador) e Wancir Sales (Santo Amaro).


O Caruru dos 7 Poetas é um evento que une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana, caruru dos sete meninos, de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião. Numa analogia aos sete meninos das manifestações religiosas, este projeto promove o encontro de sete poetas para recitar seus versos e celebrar a cultura e arte literária. Envolve ações educativas, recital, quermesse de livros e performances artísticas.



No mesmo fim de semana ainda estarão acontecendo em Cachoeira o Festival das Ostras, organizado pelo Núcleo de Turismo Étnico Rota da Liberdade, na comunidade do Kaonge e o aniversário de D. Dalva, doutora honoris causa  do Samba de Roda, tombado como patrimônio imaterial, com caruru e samba de roda.


O Caruru dos 7 Poetas conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Governo do Estado da Bahia.


Mais informações em casadebarro.org



Alanna Oliveira

Coordenadora de Comunicação da Casa de Barro

Email: ccomcasadebarro@gmail.com

Tel.: (75) 3425 5396

 (75) 9185 3042

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Literatura Periférica é tema de debate da Festa Literária da Chapada Diamantina

Sandro Sussuarana, Zezé Olukemi, Fábio Mandingo e Sérgio Vaz são os convidados



Entre os dias 3 e 7 de setembro, acontece a Festa Literária Internacional da Chapada Diamantina – FLICH. Promovida pelo Campus Itaberaba, Irecê e Seabra, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Flich faz homenagem ao centenário de Dorival Caymmi e tem vasta programação. Destacamos a mesa Literatura e Periferia, que acontece dia 05 de setembro,  sexta-feira, às 15hs, em Lençóis, com Sérgio Vaz (escritor), Fábio Mandingo (escritor), Zezé Olukemi (poeta) e Sandro Sussuarana (poeta), mediada pela Prof.ª Dra. Luciana Moreno.
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A periferia produz arte verdadeira, com o coração, mãos, pincéis, olhos, microfones, livros, áudio e vídeo. E muito mais que isso, promove a inclusão cidadã de milhões de pessoas no bonde da poesia, da cultura. Exemplos de norte a sul do país, surgem a todo momento e transformam a realidade de becos, vielas, corações amordaçados, libertando bocas e mentes do colonialismo cultural, do controle globalizado. De dentro pra fora, uma invasão do bem, se espalha pelas cidades de todos os tamanhos, encantando àqueles que têm contato com essa magia cultural. Tamanha revolução não poderia passar despercebida dos estudos literários, da crítica, do jornalismo, da pedagogia. E é isso que se assistirá na mesa Literatura Periférica durante a Flich.
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Os convidados
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“Zezé Olukemi se destaca pela sua versatilidade. Grafiteiro, poeta, produtor cultural e promotor de Anti Racismo e Direitos Humanos, traz como principal característica o engajamento político nas causas raciais. Sócio proprietário e idealizador das estampas da marca Omosholá, tem o seu trabalho reconhecido nacionalmente sendo a Omosholá pautada como um dos principais empreendimentos de moda com concepção afrocentrada. Além disso, também é realizador do Sarau Erótico de Salvador.
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Os muros são seus principais suportes artísticos e os sprays suas melhores ferramentas de trabalho, grafiteiro há 20 anos já participou de inúmeras atividades do movimento hip hop de salvador tanto através de oficinas, workshop, e cursos quanto através das suas pinturas sempre muito bem engajadas politicamente”. (Facebook).
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“Sandro Sussuarana é um dos idealizadores do projeto Sarau da Onça, é produtor cultural e articulador
de Jovens do bairro de Sussuarana, tem participação em várias atividades culturais da cidade do Salvador como: Ações Poéticas nas Comunidades do MAM (Museu de Arte Moderna) e na comunidade de Novos Alagados (Uruguai) em 2012. Participa como frequentador assíduo do Sarau Bem Black (que acontece no Sankofa Afrincan Bar no Pelourinho).
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Das edições do Hip Hop na Onça de 2008 até 2012 como Apresentador e também na produção do evento, foi um dos idealizadores do Projeto Perife’Art projeto realizado em 2008 no bairro de Sussuarana, época  que fazia parte do Grupo Juventude Negra Pela Paz, desenvolvendo oficinas de Estética Negra, Identidade Negra, Dança, Teatro, Bordado, entre outros, com finalização das atividades em formato de amostra para toda a comunidade, realizando um desfile de tudo o que foi produzido pelas oficinas, e apresentação de grupos culturais do bairro, projeto este que foi realizado com o apoio da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço)’. (Sarau da Onça).
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“Fábio Mandingo (Fábio Oliveira Nascimento) nasceu em Santo Amaro da Purificação-BA, mas cresceu e vive na capital baiana.
Graduado em História pela Universidade Católica de Salvador, especializou-se em História Social do Negro no Brasil e atua como professor na Rede Municipal de Ensino. Atualmente é mestrando em Educação pela Universidade do Estado da Bahia. Menino da Beira-Mar da Ribeira e dos becos de São Caetano, é fundador do Centro Cultural Quilombo Cecília, espaço destinado à produção e difusão da cultura negra, hoje uma referência na cidade e no estado. Pessoalmente, considera a capoeira e o candomblé como elementos relevantes em sua formação humana, social e cultural”. (LiterAfro).
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“Sérgio Vaz fala que é poeta e acha que faz poesia. Formado nas ruas, aprendeu tudo que sabe nos livros e no Bar e Empório Gurarujá, atual bar do Zé batidão, onde acontecem os saraus da Cooperifa. Começou a escrever poesia em papel de pão. Excelente atacante de futebol de salão e meia-boca como médio-volante no time do Jardim Panorama. Hoje, apesar dos 50, sonha em ser jogador de futebol.
Gosta de rap, cerveja, samba, música negra, MPB antiga e torce para o Palmeiras. Já trabalhou como auxiliar de escritório, vendedor de vídeo-game e assessor parlamentar. É casado com a Sônia e tem uma filha chamada Mariana. Não anda sozinho, está sempre em companhia dos poetas da Cooperifa e conhece os becos e vielas do país, por isso, é folgado e agitador cultural. Tem quem gosta, tem gente que não.
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Morador de Taboão da Serra, grande São Paulo, iniciou a Cooperifa com outros artistas em uma fábrica desativada em fevereiro de 2001. Meses depois, o Sarau da Cooperifa com o poeta Marco Pezão, que deflagrou um dos maiores movimentos literário de São Paulo: a literatura periférica. Lançou cinco livros, entre eles Subindo a ladeira mora a noite e Colecionador de pedras, que faz parte da coleção “Literatura periférica” da Global Editora. Outro dia, ele e mais um monte de artistas, criaram a Semana de Arte Moderna da Periferia. Ninguém ficou sabendo, mas eles fizeram”. (Site AeroplanoEditora).
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Mais informações no site oficial: http://www.flich.uneb.br/

domingo, 24 de agosto de 2014

Sarau da Onça e Grupo Ágape na Bienal do Livro de São Paulo e outras quebradas

Alaíde Santana, Vinícius Almeida, Evanilson Alves, GOG, Sandro Sussuarana e Valdeck Almeida de Jesus (artistas da palavra)

Sandro Sussuarana, Evanilson Alves e Alaíde Santana chagaram à capital paulista para lançar o livro “O diferencial da Favela: Poesias Quebradas de Quebrada” (Editora Galinha Pulando) e participar de saraus e encontros culturais na terra da garoa. No dia 24 de agosto, das 14 às 16 horas, o trio esteve no estande da União Brasileira de Escritores (UBE-SP), onde lançou o livro e deu a voz com recital de poemas do grupo e de autores que inspiram o Sarau da Onça como Sérgio Vaz e GOG. Aliás, Sandro e Sérgio Vaz, juntamente com Zezé Olukemi (ilustrador do livro da onça), estarão na Festa Literária da Chapada Diamantina, na Bahia, em setembro próximo.

A onça correu solta na cidade. Desde o dia 20 de agosto que os representantes do Sarau da Onça têm participado da cena cultural do sudeste e fazendo sucesso por onde passa. Ciceroneado por Vinícius Almeida, Conselheiro Nacional da Juventude – Conjuve e APN’s (Agentes de Pastoral Negro), Sandro, Evanilson e Alaíde foram ao Sarau da Cooperifa onde recitaram e se encontraram com Sérgio Vaz; depois, deram uma palinha junto com o Coletivo A Rua na Praça Roosevelt, durante o debate sobre “Ditadura Militar ontem e hoje e o Fim da Polícia”, fizeram intervenção poética no CEU Tiquatira, participaram da Caminhada Nacional contra a Violência e o Extermínio de Negros, na Avenida Paulista; na sexta-feira palestraram sobre a cena cultural periférica e o Sarau da Onça, com participação de Valdeck Almeida de Jesus e Rodrigo Ciríaco, no Centro Cultural da Penha, a convite de Ana Carolina.


E no meio do caminho, tinha um poeta, tinha um escritor, tinha um amigo, tinha um afeto. Em todas as encruzas sempre havia um abraço. Alan da Rosa, Édson Neres, Akins Kintê, GOG, Mel Duarte, e tantas outras estrelas da Constelação de Artistas da Palavra, em encontros na rua, na caminhada, no metrô; onde quer que a onça passasse era abraçada, acariciada, reconhecida e aplaudida. Se tem uma família que se respeita, acolhe a quem chega, supera tudo em nome do amor à arte, esta família se chama Sarau da Onça. Dessa vez, o pulo da onça foi da Sussuarana para a maior cidade do Brasil. É disso que estou falando!



Fonte: Galinha Pulando

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fábio Haendel lança CD musical em parceria com escritores



O lançamento do CD "Nuvens" será no dia 13 de setembro, às 20h, no Teatro do Goethe Institut - ICBA, com participações especiais dos escritores Kátia Borges, Nílson Galvão, Mariana Paiva e da cantora Illy Gouveia
Não é comum que se escreva um release na primeira pessoa. Mas tomei, sem cerimônia, a liberdade. Tive a oportunidade de conviver com Fábio Haendel e percebi que ele é ser humano privilegiado pelo fato de ter a arte como salvadora dos dias em qualquer tempo e espaço. Não é à toa que Haendel é visivelmente inquieto. Possui radares e antenas magnetizadas que emitem informações em cadernetas espiral baratas.
Vejo o homem que alcança lugar próprio, levado pelos pincéis e lápis com o que desenha quadrinhos em movimentos cada vez mais crescentes pela prática de ilustrar livros. E aponto também o trovador urbano que cospe quadras, versos, repentes, emboladas. Bardo, rápido no gatilho do pensamento. Alinhava o poema na canção pra enfrentar tantos desafios: os de hoje e os de outrora. Assim vai limpando a dor de alma, entende a sina e se reinventa aprendiz do mundo pela arte.
Para tanto é preciso coragem, homem. Como se pode perceber no segundo CD de Fábio Haendel, "Nuvens", que tem a direção artística de Thiago Romero com co-direção de Georgenes Isaac e a produção musical de Braulio Passos. A produtora Lígia Benigno assina a coordenação geral.
Fábio (voz, violão e gaita) apresenta um trabalho medido e pensado a partir do número de faixas: são oito canções divididas em autoria e participações. Entre apostar na liquidez da sonoridade fácil ou marcar território próprio, ele opta pelo caminho árduo da geografia do mercado fonográfico, arriscando a chance de imprimir a verdade do artista cancioneiro. Acompanhado pelos músicos da banda base, Estevam Dantas (piano), Pedro Dantas (bateria), Henrique Duarte (baixo), João Trevisani (guitarra) e Saulo Tupinambá (percussão), e participações de Willyto Haendel (baixo acústico), Mário Soares (violino), Ivan Sacerdote (clarineta), Fabrício Dalla Vecchia (trombone), Gil Mário Santos (trompete) e Willy Haendel (violão clássico e bandolim), "Nuvens" chega pra fazer dançar, pensar, celebrar a novidade e não faz mal a ninguém.
Nuvens - Histórias das faixas
"Nuvens" (Fábio Haendel) - é faixa inicial, uma balada  que já anima e manda verbo: "aquele que mesmo vendado ver o real e segue o sonho de um doido marginal; estava escrito na testa, mas você não entendeu; diante do espelho viu o contrário do que leu".
"Cada Cabeça"  (Fábio Haendel) - é um mundo onde cabe todos e esta criação. " De grão em grão escrevo uma canção; cada cabeça é um mundo de sentimentos profundos; então use sua imaginação".
"Curta Metragem" (Nílson Galvão e Fábio Haendel) - com o poeta e jornalista Nílson Galvão é batida de trilha sonora para western latino com metais de Ivan Sacerdote (clarineta), Fabrício Dalla Vecchia (trombone) e Gil Mário Santos (trompete). Nem todo mundo se vende por um punhado de dólares. "O abre alas de histórias ínfimas, eis o filme, sangue do filme, eis o dia, na vida de ninguém,  sua saga pela cidade, singrando a manhã, riscando na pedra de manhã, essa história qualquer de uma luz, eis o homem".
"Vestir despir" (Fábio Haendel) - é outra balada pra tocar no rádio e a gente cantar no carro, mas também enquanto escolhe o figurino do dia ou da noite. "Vestir ou se despir o importante é saber por onde ir; cada um tem seu ponto de vista; se vista de acordo com que você acredita; o diferente é o louco e o normal é o igual na sociedade das aparências".
"Sábios Blues" (Nílson Galvão e Fábio Haendel) - também na companhia do poeta Nílson Galvão - quem toca violão e gaita tem presença de blues no gingado e na alma e o poema de Galvão não é raso. "Daremos um jeito, durante o mergulho, de sermos banais como todos os seres que somem na areia, na areia sem dono sem deus, sem razão, sem fazer do desejo essa cruz".
"Poemas Sonhados" (Mariana Paiva e Fábio Haendel) - parceria com a escritora e jornalista Mariana Paiva. Divide vocais com a cantora Illy Gouveia. Uma balada country em nome do pai e do filho para o encontro do bandolim e gaita dos Haendel  (Willy é criador e Fábio é cria) - "sonhei com poemas que preferi não despertar para escrever; desculpe pelas palavras rudes que machucaram, eram uma tentativa desastrada de encostar em você; e agora que está provado que eu te machuco e que você me machuca, que nós dois, ainda existimos mesmo".
"Beleza moça" (Kátia Borges e Fábio Haendel) - é um poema musicado da escritora e jornalista Kátia Borges. Vai soar como provocação para quem prefere se plastificar à envelhecer dignamente. Os versos lembram à moça, que beleza "é barco que parte" e adverte, "não tente atracar a sua num cais de botox". E a poesia é também o som do violino do músico Mário Soares, do bandolim de Willy Haendel e do baixo de  Willyto Haendel.
"Morro do submundo" (Fábio Haendel) - é rock n' roll com o privilégio de solos de gaita e piano, além dos sopros do trio Ivan Sacerdote (clarineta), Fabrício Dalla Vecchia (trombone) e Gil Mário Santos (trompete). "Vai subindo o morro do submundo, vai sumindo as cartas dos donos do mundo e eu já cansei desse assunto de procurar os pedaços perdidos no fundo... Subindo de escada ou de morro tem sempre alguém pedindo socorro... É melhor morar no mato com jacaré do que ser um pato com ratoeira no pé". Tá ligado?
FICHA TÉCNICA
Composições, voz, violão e gaita: Fábio Haendel
Músicos:
Baixo- Henrique Duarte
Guitarra- João Trevisani
Vioão e bandolim- Willy Haendel
Piano- Estevam Dantas
Bateria- Pedro Dantas
Percussão- Saulo Tácio
Produção Musical: Bráulio Passos
Cantora convidada: Illy Gouveia
Direção artística: Thiago Romero
Co-direção: Georgenes Isaac
Iluminação: Luiz Guimarães
Poesias: Mariana Paiva, Kátia Borges e Nilson Galvão
Preparação vocal: Marcelo Jardim
Programação Visual: Vika Lima
Vídeos: Paulo Bittencout
Textos: Maristela Sena
Coordenação de Produção: Lígia Benigno
SERVIÇO:
O QUÊ: Lançamento do CD "Nuvens" de Fábio Haendel
QUANDO: 13 de setembro, sábado, 20h
ONDE: Teatro do Goethe Institut- ICBA - Corredor da Vitória, Salvador-BA
QUANTO: R$20,00 (inteira+CD)
CONTATO: Lígia Benigno (71)3018-6062/9272-0745 (tim)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sarau da Onça na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Sandro Sussuarana, Evanilson Alves e Alaíde Santana (Imagem: selfie)

 A antologia "O Diferencial da Favela: poesias quebradas de quebrada", organizada pela equipe que realiza o Sarau da Onça é composta de poemas de 50 autores de Salvador e será lançada no estande da União Brasileira de Escritores (UBE), dia 24 de agosto de 2014, a partir das 16 horas, durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Estarão presentes Sandro Sussuarana, Evanilson Alves, Alaíde Santana e Valdeck Almeida de Jesus (editora Galinha Pulando), organizador e editor, respectivamente. Na capital paulista, além da bienal, os poetas participam de um sarau na Biblioteca José Paulo Paes (Centro Cultural da Penha) e outras atividades literárias pela cidade.

A obra literária tem capa ilustrada por Zezé Olukemi e fez parte do I Festival de Arte e Cultura que o Sarau da Onça, projeto selecionado no edital “Arte em Toda Parte”, em 2013, patrocinado pela Fundação Gregório de Matos, ligada à Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura da Cidade do Salvador.

Os poetas do livro são Denisson Palumbo, Jairo Pinto, Gleise Silva Sousa, Alan Felix, Marconi Machado, Paulo Vendaval, Silvana Oliveira, Varenka de Fátima Araújo, William Silva, Sidney Fortes, Renato Almeida, Raphael Mukumbi, Audelina Macieira, Carlos Daliga, Cleidinalva, Cristiano Sousa, Crispin, Ednaldo Muniz, Evanilson Alves dos Santos, Gonesa Gonçalves, Sandro Sussuarana, Sil Kaiala, Valter Bitencourt Junior, Rodrigo Gomes da Silva, Vanessa Cruz, Osmar Junior, Maria da Hora, Luiz Menezes de Miranda, Joyce Melo, Heider Santos Gonzaga, Adalmir Chabi, Verônica Soares, Alaíde Santana, Egerce, Gildásio Barreto, Hildete Monte Verde, Giovane Sobrevivente, Jacquinha Nogueira, Leandro Mota, Joane Macieira, Jefferson Mirnauivitã, Fábio Haendel, Lane Silva, Jocevaldo Santiago, Luciana Ribeiro, Jorge Augusto, Maiara dos Anjos Silva, Josémário: O Poeta Caipira, Marcelo Oliveira e Renata Rabelo.

Foram destacadas as Menções Honrosas aos textos: Brazileiro - Alan Felix, Pena da Sorte - Fábio Haendel, Berimbau Barroco - Denisson Palumbo, Convidativo - Renato Almeida, Quilombo Rio Dos Macacos - Paulo Vendaval, Feice buzuk - Vanessa Cruz, Intimidade - Hildete Monte Verde, Tia Anastácia - Giovane Sobrevivente, Mundo paralelo - Heider Gonzaga, Prenda-me - Sil Kaiala.

Coordenado pelo estudante de Serviço Social Sandro Ribeiro dos Santos (Sandro Sussuarana), o Sarau da Onça atua em Sussuarana nas dependências do Espaço CENPAH – Centro de Pastoral Afro, pertencente à Paróquia São Daniel Comboni, em Salvador-BA. A cada quinze dias são realizados saraus, apresentações musicais, leituras poéticas e canjas de hip hop e outras atividades culturais.

Serviço
O que: Lançamento do livro “O diferencial da favela. Poesias quebradas de quebrada”
Quando: 24 de agosto de 2014, às 16hs
Onde: Estande da União Brasileira de Escritores (UBE) – 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Fones: 71 9331 5781, 8454 8187 e 71 9345 5255
Editora: Galinha Pulando - ISBN: 978.85.66465.12.9
Páginas: 115
Assessoria de Imprensa: Valdeck Almeida de Jesus, 71 9345 5255

Fonte: Galinha Pulando

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cadastramento para eleições do Conselho Estadual de Cultura começa nesta segunda, 18 de agosto




Ascom: Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia

Está disponível, a partir da próxima segunda (18.08), a plataforma virtual de cadastro destinada a candidatos e eleitores que desejam participar do processo eleitoral do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA). Para se cadastrar, basta acessar a o portal do CEC no endereço eletrônico conselho.cultura.ba.gov.br e clicar no banner “Eleições para o Conselho Estadual de Cultura”.


O pleito definirá os representantes dos segmentos culturais e processos do fazer cultural da sociedade civil no órgão. Candidatos e eleitores devem atuar em um dos segmentos culturais ou em um dos processos do fazer cultural. Esta atuação deve ser descrita de forma sucinta no campo currículo do formulário de inscrição. O prazo de cadastramento termina no dia 17 de outubro de 2014.

Serão eleitos 20 representantes, sendo 10 titulares e 10 suplentes, que irão compor 1/3 do total das vagas no órgão. Com a eleição, o CEC passará a ter dois terços de membros da sociedade civil e um terço de conselheiros indicados pelo poder público, conforme previsto na Lei Orgânica da Cultura da Bahia. Um terço das vagas da sociedade civil é destinado aos representantes de Territórios de Identidade Cultural, eleitos na V Conferência Estadual de Cultura, realizada em outubro de 2013, em Camaçari. As vagas do poder público ainda serão indicadas pelo governo.

Os novos conselheiros terão a função de contribuir para o cumprimento dos objetivos da Política Estadual de Cultura e fortalecer o seu papel como órgão colegiado da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Entre suas obrigações, está acompanhar e avaliar o planejamento e a execução da política cultural do Estado.

Fundado em 1967, o Conselho Estadual de Cultura da Bahia vive um momento ímpar na sua história. Será a primeira vez em 47 anos que suas portas serão abertas para conselheiros da sociedade civil escolhidos por meio de eleição. 

CADASTRAMENTO E PRAZOS
De 18.08 a 17.10: Prazo para os eleitores e candidatos se cadastrarem na plataforma virtual disponível no portal do CEC-BA

Na plataforma, deve-se clicar na opção “clique aqui para se cadastrar como eleitor ou candidato no processo eleitoral”.  Após a escolha entre as opções eleitor ou eleitor/candidato, deve-se preencher as informações solicitadas e aceitar as declarações que regulamentam a inscrição.

Até o dia 25.10: Um e-mail da comissão eleitoral com o resultado da avaliação do cadastro será enviado aos participantes.

De 06.10 a 28.10: Prazo para envio do recurso no caso dos cadastros que foram identificadas pendências que impossibilitou sua aceitação.

Até o dia 31.10: Divulgação da lista definitiva dos cadastrados aptos a votarem e a serem votados no pleito.

De 03 a 23.11: Período em que aqueles que tiveram seus cadastros validados devem acessar novamente a plataforma virtual, preencher as informações de acesso cadastradas na “Área do Eleitor” e realizar seu voto.

O calendário completo, que reúne todas as datas relativas ao processo eleitoral, está disponível em conselho.cultura.ba.gov.br/publicada-portaria-que-define-processo-eleitoral-do-conselho-de-cultura-da-bahia/. O decreto que regulamenta o processo eleitoral também está disponibilizado no site do Conselho, na aba Documentos. Mais informações no site do Conselho Estadual de Cultura: conselho.cultura.ba.gov.br.

(14.08.14)
Ascom Conselho Estadual de Cultura:
71.3117-6190
Eder Luis Santana – (71) 9324-9557 / ascom.conselho@gmail.com
Kaiane Terra – (71) 9386-6556 / kaianeterra@gmail.com

terça-feira, 29 de julho de 2014

Editor incentiva pesquisa


O editor brasileiro Roberto Leal pediu, na quinta-feira, em Luanda, para os escritores, em especial os jovens, se manterem actualizados sobre o mundo literário e melhorarem o seu vocabulário.

 

Editor incentiva pesquisa

O editor, que foi o convidado de mais uma edição da iniciativa “Café Literário”, falou sobre “Os desafios da nova produção da literatura contemporânea brasileira” e realçou que a falta de investigação está a tornar os jovens escritores mais “pobres” culturalmente. “Um escritor com fraca fluidez de vocabulário, dificilmente consegue publicar bons livros”, disse.

O editor aproveitou a palestra para apresentar o seu novo livro “C’alô & Crónicas Feridas”, sobre o relacionamento de uma milionária de origem judia e um rapaz pobre. O livro foi apresentado pelo escritor John Bella. 

A cerimónia serviu ainda para realizar uma sessão de venda de alguns livros da editora brasileira Òmnira. 

Roberto Leal disse que vai manter um encontro com alguns autores nacionais, na União dos Escritores Angolanos (UEA). Além deste encontro, informou que também pretende visitar outras províncias e falar com os seus escritores.

Presidente da União Baiana de Escritores (UBESC), Roberto Leal nasceu em Salvador, a 29 de Abril de 1962. O editor tem mantido um abrangente intercâmbio com escritores contemporâneos de países de língua portuguesa, através da revista Òmnira.


Fonte: Jornal de Angola