terça-feira, 29 de julho de 2014

Editor incentiva pesquisa


O editor brasileiro Roberto Leal pediu, na quinta-feira, em Luanda, para os escritores, em especial os jovens, se manterem actualizados sobre o mundo literário e melhorarem o seu vocabulário.

 

Editor incentiva pesquisa

O editor, que foi o convidado de mais uma edição da iniciativa “Café Literário”, falou sobre “Os desafios da nova produção da literatura contemporânea brasileira” e realçou que a falta de investigação está a tornar os jovens escritores mais “pobres” culturalmente. “Um escritor com fraca fluidez de vocabulário, dificilmente consegue publicar bons livros”, disse.

O editor aproveitou a palestra para apresentar o seu novo livro “C’alô & Crónicas Feridas”, sobre o relacionamento de uma milionária de origem judia e um rapaz pobre. O livro foi apresentado pelo escritor John Bella. 

A cerimónia serviu ainda para realizar uma sessão de venda de alguns livros da editora brasileira Òmnira. 

Roberto Leal disse que vai manter um encontro com alguns autores nacionais, na União dos Escritores Angolanos (UEA). Além deste encontro, informou que também pretende visitar outras províncias e falar com os seus escritores.

Presidente da União Baiana de Escritores (UBESC), Roberto Leal nasceu em Salvador, a 29 de Abril de 1962. O editor tem mantido um abrangente intercâmbio com escritores contemporâneos de países de língua portuguesa, através da revista Òmnira.


Fonte: Jornal de Angola

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Capital baiana comemora oito séculos da Língua Portuguesa

Valdeck Almeida de Jesus, Varenka de Fátima Araújo e Aleilton Fonseca estão entre os homenageados

 

 

A Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas juntamente com o Núcleo de Letras e Artes de Lisboa, e Academia de Letras, Música e Artes de Salvador promovem a comemoração dos 8 séculos da Língua Portuguesa com encontro nos dias 8 e 9 de agosto de 2014, cuja programação inclui música, saraus de poesia, seminário sobre Abdias Nascimento - apresentado pela Escritora e Especialista em Literatura Afro–brasileira Cecy Barbosa Campos -, visita ao Gabinete Português de Leitura e homenagens a artistas e personalidades baianas, dentre eles: Valdeck Almeida de Jesus, Varenka de Fátima Araújo, Aleilton Fonseca, ACM Neto, Albino Rubim, Célia Sacramento, Consuelo Ponde, Luislinda Valois, Mario Cravo, Nana Caymmi, Tonho Matéria, Mestre King, Beatriz Fiquer, Cássio Cavalcante, Clara Machado, Dinorá Couto Cançado, Eulália Costa, Irma Galhardo, José Araújo, Roberto Ferrari e Sônia Nogueira.

Serão homenageadas pessoas que, de forma significativa, contribuíram com a Cultura Lusófona aqui no Brasil com repercussão nos demais países. Estarão presentes diversas delegações representando os países de Língua Portuguesa, embaixadores e diplomatas, além dos presidentes da Literarte, do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa e da Presidente da A.L.M.A.S, Izabelle Valladares, Samuel Pimenta e Adriana Luz, respectivamente.

Valdeck Almeida de Jesus - Jornalista, escritor, poeta e funcionário público federal. Natural de Jequié-BA (1966), adotou a capital da Bahia para viver e fazer arte. É membro da União Brasileira de Escritores (UBE-SP), da União Baiana de Escritores (Ubesc), da Academia de Letras de Jequié, da Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras do Brasil (Seccional Suíça), da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Embaixador Universal da Paz (Círculo dos Embaixadores da Paz da Suíça e França), Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Culture, coordena o Fala Escritor. Autor de quinze livros e coautor de 110 antologias. Organiza um prêmio literário que já publicou mais de 1000 poetas de países lusófonos. Varenka de Fatima Araújo - Cearense de nascimento, baiana de coração.  Reside em Salvador-BA. Figurinista, funcionária pública, formada em Direção Teatral, atriz, maquiadora,  artista plástica,  dançarina,  poetisa e escritora. Participou de quarenta antologias.  Livros solo: “Ela em Versos”, “Fatos e Retratos” e "Varenka de Fátima”. Membro da Academia de Cultura da Bahia, Poetas del Mundo, da Confraria Artistas e Poetas pela Paz, Academia Internacional de Letras de Artes e Ciências de Argentina, da Academia de Letras de Teófilo Otoni-MG. Portal CEN e CEPA - Circulo de Estudo Pensamento e Ação.

Aleilton Fonseca - É baiano, nascido em Firmino Alves, em 1959; é escritor e professor de literatura brasileira; reside em Salvador-BA. Graduado em Letras pela UFBA, fez mestrado na UFPB, e Doutorado em Letras na Universidade de São Paulo; É professor titular Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana, atuando na graduação e no Mestrado em Estudos Literários. Já publicou cerca de 20 livros, entre poesia, ensaio, conto e romance. Faz parte de antologias e coletâneas nacionais e internacionais de poesia, ficção e ensaios. Recebeu o Prêmio Nacional Herberto Sales 2001– de contos, da ALB, na Bahia, e o Prêmio Marcos Almir Madeira, da UBE-RJ, em 2004. Em 2003, foi professor convidado na Universidade de Artois, na França. Em 2013, recebeu o título de "Profesor de Honor de Humanidades", outorgado pela Universidad del Norte, da cidade de Assunção, Paraguai. Pertence à Academia de Letras da Bahia, à Academia de Letras de Itabuna, à UBE-SP e ao PEN Clube do Brasil.

Programação - Sexta–Feira dia 08/08
09hs saída do hotel
10h - Feira Literária no colégio Equipe (Rua Ibicaraí, 105 – Centro – Lauro de Freitas-BA)
12:30h – Saída para o Centro de Salvador, parada próxima ao Gabinete Português, na Piedade.
13:30h – Almoço.
15h - Visita Guiada ao Gabinete Português de Leitura
16h – Retorno ao Hotel
16:30h - Recepção dos Neo Acadêmicos no saguão do Hotel, por Felipe Telles (Literarte), com entrega de livros para vendas, recepção dos participantes no Workshop sobre Literatura Afro-brasileira e Inscrição para declamar ou recitar no Sarau.
17h - Abertura do Workshop com a Professora Cecy Barbosa Campos.
18:20h - Abertura do Sarau e da Feirinha Literária (apresentações musicais de Daniel Santos, Jubiabá da Bahia e Marcos Assumpção)
20h - Abertura da solenidade de tomada de posse na ALMAS (Academia de Letras, Música e Artes de Salvador) no Salão de Festas do Hotel Golden Tulip Rio Vermelho.
21h - Jantar de confraternização no Hotel Golden Tulip Rio Vermelho

Programação - Sábado - 09/08
Encontro às 8:30h na entrada do Hotel, para saída em ônibus de Turismo para visitação dos pontos turísticos:
Mercado Modelo – até às 10h
Elevador Lacerda
Praça Tomé de Souza
1ª Faculdade de medicina do Brasil
Praça Franciscana
Fundação Jorge Amado até 11h
Igreja São Francisco
Pelourinho – saída às 12h, com almoço nas proximidades e, em seguida, visita à Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, cujo passeio se encerra às 14:30h e retorno ao hotel às 15h.
19h - Entrega da Comenda Luís Vaz de Camões do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa no Gabinete Português de Leitura a embaixadores, diplomatas e escritores, entre os quais Jorge Amado e Zélia Gatai (homenagens póstumas), Luiz Fausto, Luislinda Valois, Eliane Mariath (Presidente da ALAP), e o grande artista Mário Cravo. 

Programação - Domingo – dia 10/08
Retorno do Grupo para suas cidades - Dia Livre.
Mais informações?

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AUTORES BAIANOS PROMOVEM EVENTO EM HOMENAGEM AO DIA NACIONAL DO ESCRITOR

Morgana Gazel

 No dia 25 de julho – Dia Nacional do Escritor – às 19 horas, os escritores Carlos Ribeiro, da Academia de Letras da Bahia; Nadja Nunes, presidente do Conselho editorial da Editora da Universidade do Estado da Bahia-EDUNEB e Morgana Gazel, da União Brasileira de Escritores – UBE participam do seminário “O Poder de Transformação da Literatura”, que será realizado na livraria Saraiva do Salvador Shopping. O evento, que homenageia os artistas da palavra pelo seu dia, será mediado pelo jornalista Carlos Souza Yeshua. Ao final da mesa-redonda Morgana autografa a 3º edição do livro Enseada do Segredo.

A finalidade do encontro é mostrar como a leitura de gêneros literários, a exemplo de romances, poemas e contos são capazes de provocar nos leitores mudanças inimagináveis. “A leitura é um ‘santo remédio’, sobretudo para curar os males da alma. E pensando nesta premissa que queremos apresentar a leitura a partir de novas perspectivas”, explica Carlos Souza, o mediador da mesa.  Este tema “O Poder de Transformação da Literatura”, que já foi apresentado em outros espaços, nasceu a partir de diálogos entre Carlos Souza, o escritor Mayrant Gallo e a psicóloga Morgana Gazel, que utiliza a indicação de leitura como forma de aliviar traumas e dores de pacientes que buscam melhor qualidade de vida e entendimento do mundo em sua volta e de si mesmo. 

Em sua fala, a escritora vai mostrar porque é tão eficaz a autotransformação através da literatura. “Nos últimos dez anos de minha atuação como psicóloga clínica, observei que realmente algumas histórias fictícias produzem efeitos positivos na conduta humana. E descobri o método que é necessário para que de fato haja estes efeitos”.  Em seu trabalho, a psicóloga costuma utilizar os contos de fada e populares, onde os dramas humanos são representados simbolicamente. Já os romances, ela aproveita apenas aqueles que tratam dos dramas humanos de forma honesta e aprofundada.

Dia Nacional do Escritor - O dia 25 de julho é um dia dedicado a homenagear o escritor brasileiro. O surgimento da data se deu a partir da década de 60, através de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, quando realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores - UBE, do Rio de Janeiro a que os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente.
Palestrantes – Carlos Ribeiro é jornalista, ficcionista e doutor em literatura pela Universidade Federal da Bahia, é autor dos livros: Já vai Longe o Tempo das Baleias, O Homem e o Labirinto, O Chamado da Noite, O Visitante Noturno, Caçador de Ventos e Melancolias: um estudo da lírica nas crônicas de Rubem Braga, Abismo, Lunaris, À luz das narrativas: escritos sobre obras e autores e Contos de sexta-feira, dentre outros. É membro da Academia de Letras da Bahia e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB/Cachoeira.

Morgana Gazel - É psicóloga e escritora. Após vários anos de prática como psicóloga, percebendo que era a literatura que verdadeiramente a atraía, começou a se dedicar diligentemente à escrita de romances e, em horas vagas, de poemas e contos. Em seus textos retrata os dramas humanos considerando a subjetividade inserida no meio familiar, social e cultural.  Publicou o romance, Enseada do Segredo, já na 3º edição e Liberdade Negada. É membro da Rede de Escritoras Brasileira - REBRA da e da União Brasileira de Escritores - UBE.

Nadja Nunes é Mestre em Educação, Especialista em Direito Constitucional da Criança e do Adolescente, em Currículo e Metodologia do Ensino Superior. Graduada em Letras Vernáculas e Pedagogia. Como professora universitária, verticalizou o seu conhecimento nas áreas de aquisição da linguagem, leitura, formação de leitores e produção científica. Entre seus livros estão: A menina que tinha medo de vento, publicado em 2010 pelo selo Contexto & Arte, A menina do dente mole também publicado no mesmo selo em 2011 e tem sido adotado em consultórios de odontopediatras no Brasil, além das bibliotecas escolares. Em 2012 publicou Isa Isa Isabela pela DELUXIII Criações Editoriais.
Carlos Souza Yeshua/Morgana Gazel
Serviço:
O que: Seminário O Poder de Transformação da Literatura – Dia Nacional o Escritor
Onde: Livraria Saraiva do Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915 – Caminho das Árvores.
Quando: Dia 25 de julho (sexta-feira), às 19h.
Entrada: Gratuita

Informações: (71) 8122-7231 

Fonte: Blog de Cymar Gaivota

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dia do Escritor comemorado com bate papo em Salvador




Com apresentação de Valdeck Almeida de Jesus e Renata Rimet, acontece no dia 25 de julho de 2014, das 14 às 17 horas, no Centro Cultural Plataforma, na Praça São Brás, em Plataforma, o 3º Bate Papo com Escritores, em comemoração ao Dia Nacional do Escritor e destacar a importância dos escritores na formação leitora de crianças e adolescentes. O evento tem a participação especial dos escritores Antonio Cedraz, Lucas Yuri (escritor mirim) e Conceição Castro.

Homenagem Especial - a 3ª edição do Bate Papo com Escritores prestará homenagem ao escritor Antonio Cedraz através de exposição de suas obras e trajetória no Foyer do Teatro.

Anualmente promovido pelo SOFIA Centro de Estudos, através de sua Biblioteca Comunitária Paulo Freire (EMredando), nesta 3ª edição tem parceria com a Biblioteca Parque São Bartolomeu (EMRedando), o Centro Cultural Plataforma, Grupo Herdeiros de Angola, Projeto Fala Escritor, Chá Cultural e a Rede TOKliterário.

Maria da Conceição Braga de Castro - Baiana, nascida em Salvador é graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia, escritora e poeta, membro da Academia de Cultura da Bahia. Publicou os seus trabalhos no site “texto livre” e publica atualmente no “Recanto das letras” e em redes sociais. Participou de duas antologias, sendo uma resultante de concurso literário de crônicas, de âmbito internacional, para homenagear o escritor Jorge Amado, elaborado pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus e lançada na Bienal de livros de São Paulo, por ocasião do centenário do renomado escritor. Seus poemas também foram utilizados em projeto escolar de incentivo á poesia na escola Padre Heraload Cordeiro de Barros nos Estados de Pernambuco, iniciativa da educadora e poetisa Ângela Lucena. Além disso, tem também publicado suas crônicas na Tribuna da Bahia, jornal de grande circulação na capital baiana.

Lucas Yuri Bispo Pinto - baiano, natural de Salvador, nasceu aos 30.01.2002, É Membro da Academia de Letras do Brasil-Seccional Suíça, cursa o 7º ano do Ensino Fundamental. Como todas as crianças, Lucas Yuri gosta estudar, brincar, ler, contar piadas, contar histórias, cantar, dançar, tocar teclado e escrever. Dos 08 livros escritos por Lucas Yuri, apenas 04 já foram publicados: A Aranha Vaidosa, 2011; O menino que achava que o planeta Terra era todo dele, 2012; A menina que queria ser uma artista completa, 2012.
Quindim o Gato Raivoso, 2013; Participação na Antologia Poética Sensações do Facebook, com 03 poemas, 2013.

Antônio Luiz Ramos Cedraz, mais conhecido por “Cedraz”, nasceu em 04 de maio de 1945 na fazenda Pau Ferro, município de Miguel Calmon e cresceu em Jacobina, onde se formou professor e começou a fazer desenhos e histórias em quadrinhos. Com 16 anos (mais ou menos) ele viu um rapaz desenhando e pegou papel e lápis e fez um desenho. Mostrou ao rapaz (Uilson Morais) e ele começou a incentivar não parando mais. O professor foi apenas porque em Jacobina, naquela época, era o curso mais avançado que existia. Depois, foi ser bancário e mudou-se para Salvador, pois queria continuar os estudos e fazer curso superior. Como já era casado e trabalhava no banco o dia inteiro, não podia concluir os estudos e só cursou por dois anos o curso de Artes Plásticas na UFBA”. Cedraz é um dos mais importantes quadrinhistas da Bahia, principalmente na área do quadrinho infantil, gênero que alcançou o auge das historietas cômicas nas séries Lúbio, Zé Bola, Joinha, Ana, Pipoca e agora Xaxado. Durante muitos anos Cedraz vem publicando seus trabalhos na Bahia, em outros estados e até fora do país. Ele está no mercado há mais de 40 anos, sempre batalhando, lutando para abrir espaço para os quadrinhos nacionais, mas com muita humildade. Nunca desistiu da luta, mesmo que batalhasse com dificuldades e enfrentando o todo poderoso sindicato norte americano.
Fonte: Iteia

sexta-feira, 27 de junho de 2014

IV Encontro de Escritores Baianos - ENEB

Homenagem a Vagner Américo o “Poeta das Flores”

Acontece nos dias 10 a 12 de julho de 2014, em Salvador-BA, o IV Encontro de Escritores Baianos, promovido pela União Baiana de Escritores, com palestras, lançamentos de livros, mesas redondas, recitais e homenagens ao Poeta das Flores, Vagner Américo.


PROGRAMAÇÃO
10/07/2014 – Quinta-feira.
Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Rua Adelaide Fernandes da Costa s/n Costa Azul)
10:00h. – Abertura (no Auditório).
Falas do presidente da UBESC - União Baiana de Escritores, escritor e editor Roberto Leal; da vice-prefeita Célia Sacramento; da diretora da Biblioteca Pública do Estado, Ivana Lins; do diretor do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon, João Vanderley de Moraes Filho. Apresentação do evento, informes, agradecimentos, apresentações e outras falas, com enfoque no homenageado poeta Vagner Américo.
11:30h. – Palestra (no Auditório).
“A Quarta margem: nos subterrâneos da poesia”.
Palestrante: Professor Antonio Milton Almeida, mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA.
12:30h. – Intervalo Literário (no Foyer – térreo).
Exposição de livros, intercâmbio cultural, troca de publicações, autógrafos, venda de livros, revistas, postais e CDs poéticos.
14:30h. – Mesa Redonda (no Auditório).
Literatura africana com os angolanos: escritores Aguinaldo Valter da Silva Gonçalves, Ngonguita Diogo, Roberto Ngoma e o deputado João Pinto. Com mediação do professor e diretor da de Comunicação e Imagem da Fundação Dr. Agostinho Neto, escritor John Bella.
16:30h. – Palestra (no Auditório).
“Imagine na Copa – Um Mar Vermelho de Corrupção. Desdobramentos da palestra: A Missão da Literatura no Século XXI”. Com o escritor Joemar Rios, autor dos livros “Imagine na Copa” ensaio sobre corrupção e “O Filho Sábio” um manual sobre a sabedoria.
11/07/2014 – Sexta-feira.
Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Rua General Labatut, 27 – Barris/Centro)
Das 09:30 as 20: 00h. - Feira de Livros (no Foyer e Espaço Quadrilátero).
Com exposição de editores, livreiros, sebos, escritores e autores independentes. Com a participação da UBESC e das editoras Òmnira, CEPA e muitas outras.
10:30h. – Palestra “Negros Pensadores do Brasil” (Auditório – 3º andar).
A Drª Luislinda Valois fará uma prévia do lançamento do seu livro “Negros Pensadores do Brasil” Ed. Òmnira/BA-Brasil 2014. A primeira juíza negra do Brasil, na sua obra trabalhou a imagem literária de dezenas de negros brasileiros que se destacaram fazendo um trabalho reconhecido.
11:30h. – Mesa redonda (no Auditório).
“Mídia e Literatura: uma Junção Necessária” com os jornalistas e escritores Domingos Ailton (Revista Cotoxó), Roberto Leal (Revista Òmnira) e Valdeck Almeida de Jesus (site: www.galinhapulando.com) os professores Zilda Freitas (UESB) e Raymundo Luiz Lopes (UEFS/Revista Sitientibus).
12:30h. Intervalo Literário (no Foyer – térreo).
Exposição de livros, intercâmbio cultural, troca de publicações, autógrafos, venda de livros, revistas, postais e CDs poéticos.
14:30h. – Momento da Literatura Infantil (no Foyer – térreo).
Com a escritora Iray Galrão com os seus livros “Bolota uma certa jabuticaba muito esperta” e “Bia a nuvem que não queria chover”. Os escritores mirins Lucas Yuri e Ítalo Silva com o projeto Tabuleiro das Letrinhas Baianas, com contação de história, leituras de textos e bate papo, com a participação de Antonio Cedraz e a Turma do Xaxado, Sandra Popoff dentre outros.
16:30h. – Ponto de Vista (no Auditório – 3º andar).
Quadro de entrevista. Esse ano recebendo o Pastor Manassés, fundador das Instituições Manassés, responsável pelo grande trabalho social que é tirar o viciado das ruas e do mundo das drogas, ao jornalista Roberto Leal para seu site “Revista Òmnira” onde falará dos métodos, das dificuldades e da terapia, como também do seu primeiro livro no prelo, título provisório: “Uma Longa Caminhada”. Quando receberá também o título de Personalidade de Importância Comunitária” pelos relevantes serviços prestados a Comunidade baiana, oferecido pela União Baiana de Escritores.
18:00h. – Bate Papo - Outras Leituras & Sarau da Pública (Espaço Quadrilátero – térreo).
Com o músico e poeta Fábio Haendel, acompanhado de um grande recital com a participação de poetas e poetisas declamadores com a participação de vários movimentos e performances.
19:00h. – Lançamento da Revista Òmnira Nº 8 (Espaço Quadrilátero – térreo).
Que tem a participação de: Bruno Máriston, Germano Machado, Manoel Porto Lima, Valter Bitencourt, Zenir Izaguirre (RS) (Brasil), Adão Palma, Agostinho Neto, Domingas Francisco André, Ernesto Fonseca Daniel Cabinga, Faustino Nguange Simão, Gabriel Ambrósio, Isabel Cazola André, João Sanda de Miranda, John Bella, Ngonguita Diogo e Rosa Fernandes Gaspar Adão, Rosalino Van-Dúnem, Vrackichakiri Abelardo e Zenaide da Silva Leite (Angola), L. Mukurruza e Paulo Nguenha (Moçambique). A publicação é internacional. Teremos também o lançamento do livro C’alô & Crônicas Feridas Ed. Òmnira/BA-2014, 120 páginas, no formato Pocket (tamanho 18 x 10 cm) do jornalista e escritor Roberto Leal.
Entrega do título de Personalidade de Importância Cultural ao “Poeta das Flores” Vagner Américo em reconhecimento pela sua brilhante obra poética, com pronunciamento do educador e poeta Douglas de Almeida, depoimentos dos outros homenageados com o mesmo título, escritores Alberto Peixoto (Feira de Santana/BA), o jornalista e agitador cultural Clarindo Silva, professor e filósofo Germano Machado e o radialista Noel Tavares.
20:30 h.  Encerramento: Confraternização com coquetel ao final.
12/07/2014 – Sábado.
Casa de Angola (Praça dos Veteranos, 5 - Barroquinha).
10:00h. – Titulo Internacional de “Personalidade de Importância Cultural”.
A UBESC - União Baiana de Escritores entregará ao escritor e diretor de Comunicação e Imagem da Fundação Dr. Agostinho Neto, John Bella pela sua trajetória cultural em favor da divulgação da Cultura Africana, seja com os seus livros – a sua trilogia sobre a guerreira angolana Rainha Njinga, seja com as suas palestras e participações ativas em favor da divulgação dessa cultura literária. O primeiro estrangeiro a receber essa homenagem dos escritores baianos.
Outros participantes:
Escritora Amanda Brito
Poetisa Palmira Heine
Poeta Josue Ramiro Ramalho
Poetisa Audelina Macieira
Jornalista Cymar Gaivota
Secretária Delci Silva Leal
Escritora Edla Angelim
Escritor Jorge Galdino de Santana (Alagoinhas/BA)
Escritora Lene Muniz
Poetisa Malú Ferreira
Escritor Manoel Porto Lima
Escritora Neuza Brito (Feira de Santana/BA)
Escritor Valdeck Almeida de Jesus
Escritora Iray Galrão
Escritora Varenka de Fátima
Poeta Luiz Menezes de Miranda
Escritora e poetisa Emérita Andrade Ramos
Escritora e atriz Maria Prado de Oliveira
Escritor João Camilo Hernandes
Escritora Soraia Mascarenhas
Escritor e publicitário Jorge Baptista Carrano
Estudante e estagiário Roberto Leal Correia Jr
Estudante e estagiária Jeize Azevedo
Fonte: ASCOM/UBESC
Ilustração: Edmundo Simas
Curadoria: Roberto Leal
Coordenação: Carlos Souza Yeshua

sábado, 21 de junho de 2014

Como publicar um livro – se for de graça, melhor ainda!


Como publicar um livro – se for de graça, melhor ainda!

Por: Valdeck Almeida de Jesus
 

Todo mundo quer ser escritor. Publicar um livro, porém, envolve custos e habilidades específicas que poucas pessoas conhecem. O que vale, mesmo, é acreditar no próprio potencial e exercitar-se escrevendo. Muitos grandes profissionais, de várias áreas do conhecimento tiveram suas obras recusadas por editoras e depois se tornaram artistas renomados por não desistirem. Mas a publicação, em si, já não é mais mistério.

A primeira coisa a ser feita é pensar o livro, o seu tema, o assunto, sob que perspectiva se vai escrever. Por exemplo: paz. É um tema amplo e pode se afunilar para a paz no trânsito, a paz entre casais, a paz prometida pela religião etc. A menos que se deseje fazer um tratado ou defender uma dissertação de mestrado, é bem melhor falar sobre um assunto mais restrito, sobre o qual se possa discutir mais de perto, ou seja, delimitar o horizonte. Afinal, escrever demanda tempo, pesquisa, reclusão ou muita entrevista. E quanto maior o trabalho, maior pode ser o desânimo, que pode se refletir em um livro ruim ou mesmo na desistência de escrevê-lo.

Resolvida esta questão, aí então, escolhido o ponto de vista, a forma que se quer dar ao livro, começa o trabalho propriamente dito de escrever. Sem escrita não há livro. Mesmo que seja um livro de fotografias, uma coletânea de pinturas artísticas ou um álbum de família, sempre é bom pensar num texto para descrição, explicação ou uma simples legenda. E o texto precisa estar conectado com a ilustração.

Eu costumo falar para um amigo escritor que o necessário, na hora de escrever, é escrever. Parece redundante, mas não é. Ele costumava carregar um caderninho embaixo do braço e, quando a inspiração surgia, ele começava a rabiscar. Nas oportunidades em que eu estava por perto, ele sempre me perguntava como se escrevia uma palavra, se uma frase combinava com outra e coisas do gênero. Eu respondia secamente: vai escrevendo, deixa a inspiração fluir, não pare de escrever para pensar como o texto vai ficar. Essa parte de revisão fica para depois. O importante é produzir, produzir, produzir, como um turbilhão, enquanto a imaginação voa... A revisão acontece depois que você escrever bastante, e essa medida é pessoal e também depende do projeto do livro. O revisor tem que ser uma pessoa que conheça o assunto do livro, precisa ser profissional o bastante para dar dicas e sugestões que melhorem um parágrafo ou até que descartem páginas inteiras. Quem fizer esse trabalho precisa ser não apenas bom na língua em que o livro for escrito, mas acima de tudo, possuir a virtude da honestidade. Se a pessoa não for honesta, vai receber o dinheiro pelo trabalho dela e pronto. Se o serviço for além de mudar frases, corrigir conjugações e regras gramaticais,  esta pessoa vai estabelecer uma relação de coautoria, não no sentido de ter direito ao texto, mas de dialogar com o autor, de o auxiliar na escolha de perspectivas, de fazer cirurgias na criação literária etc. Eu, por exemplo, tenho uma amiga no Rio de Janeiro a quem entrego meus textos como se fosse a uma cirurgiã plástica. Ela tem minha autorização para fazer o melhor pelo texto, sem pensar se eu vou gostar ou não. O resultado final fica por minha conta. Esta última decisão, no entanto, eu tomo sozinho, sempre levando em conta todas as suas sugestões.

Itens obrigatórios
Quando acredito que o livro ficou pronto, eu começo a pensar na burocracia necessária. Registrar os originais é uma delas. No site da Biblioteca Nacional[1] há informações de como fazer isso. Desde que descobri a necessidade de garantir os direitos autorais, eu registro de tudo o que escrevo. No começo eu mandava manuscrito, depois passei a mandar datilografado e agora mando digitado. Em Salvador, o registro pode ser feito também na Biblioteca Central do Estado, situada à rua General Labatu, s/nº, Barris.

Outra burocracia é o ISBN. O ISBN (International Standard Book Number) é um sistema criado em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972, que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, os separando também por edição”.  Sem este número o livro não pode ser incluído em catálogos, nem cadastrado para vendas em livrarias. É algo obrigatório e o próprio autor do livro pode adquirir o ISBN se cadastrando e pagando uma taxa no site oficial da Agência Brasileira de ISBN[2]. Caso o escritor não tenha intimidade com internet, sites e formulários, esse trabalho pode ficar por conta da editora. Vale salientar que o autor só pode adquirir ISBN para seu próprio livro, não sendo possível fazê-lo no caso de antologia que reúna vários escritores. Tampouco poderá editar livros alheios usando o seu ISBN individual.

A Ficha Catalográfica é obrigatória, também. É a parte em que as bibliotecas usam para cadastrar o livro e colocar na estante por assunto tratado na obra. A Câmara Brasileira do Livro - CBL[3] presta esse serviço. Um bibliotecário também pode ser contratado pelo autor para fazer a ficha.

Após estes itens obrigatórios, com o texto já corrigido em consonância com o Novo Acordo Ortográfico[4], começa a montagem do livro propriamente dita. Agora é necessário se pensar em tamanho (altura, largura), capa etc.

O tamanho do livro nem sempre depende da vontade única do escritor. Nem sempre o autor domina informações sobre como montar um livro, mas é bom que se aconselhe com alguém mais experiente ou tire as dúvidas com a editora. Cada livro é como um filho, tem uma personalidade, um jeito, uma identidade. Quando termino um livro eu vou numa livraria e folheio várias obras, de preferência que tratem do mesmo assunto do meu livro. Assim eu já tenho alguma ideia do que desejo para meu trabalho. Vejo ilustrações, capa, orelha, prefácio, tamanho das letras, largura e altura do livro.

A capa é uma parte muito importante, pois é a primeira coisa que o leitor vê. Nem sempre um bom livro é levado para casa apenas pela capa, mas esta funciona como um primeiro atrativo aos olhos. Escolher bem as cores e letras, desenhos e ilustrações e fotos pode demorar um pouco, mas sempre traz bons resultados.

A orelha do livro é aquela parte da capa que fica dobrada para dentro. É um item não obrigatório, mas pode dar um charme ou reforçar a capa contra dobraduras. Na orelha o autor pode escrever parte da sua biografia, pedir que alguém faça um texto apresentando ou comentando o livro, incluir trechos da obra ou deixar em branco. Este item encarece o livro e deixar em branco, portanto, não é uma boa opção.

A contracapa é a parte detrás do livro, aquela última página que fica pra fora, no lado oposto à capa. Geralmente se escreve ali opiniões de leitores, jornais ou amigos do autor sobre a obra. Também pode ser publicada uma sinopse do livro ou mesmo um texto sobre o próprio autor. Cada escritor pode dialogar com a editora e escolher o que seja melhor para sua obra.

Voltando para a parte interna, após a capa, vem folha de rosto com informações sobre a editora, ficha catalográfica, índice ou sumário, prefácio, apresentação e o texto do livro em si. Tem gente que prefere não colocar prefácio nem apresentação. Depende muito do gosto pessoal ou da importância da obra. Tem livros que trazem prefácios diversos como o primeiro prefácio, o prefácio da segunda edição etc. Ao final do livro, pode-se escrever um posfácio, que é nada mais que uma declaração final do autor ou de uma pessoa que leu o livro.

Miolo
É nesta parte que o livro se concentra. No miolo está todo o livro, as informações, fotos, planilhas, gráficos, o texto etc. É a parte maior do livro, o seu conteúdo propriamente dito. Por ser a alma do livro, não desmerecendo as demais partes, o miolo deve ser tratado com muita atenção e cuidado. Erro de português, texto desalinhado, informação desencontrada ou mal explicada podem destruir a reputação de uma obra. Não adianta nada ter pensado uma capa bonita, ter um prefácio escrito por um famoso, o livro ter sido publicado por uma boa editora se o conteúdo for pobre, mal escrito, com erros de digitação, falhas de estrutura etc. Portanto, é sempre ser auxiliado por um profissional capacitado para fazer uma crítica antes da publicação do livro.Toda esta parte é feita ainda se enviar o livro para a gráfica. Toda as correções (capa, miolo, apresentação etc)  podem ser feitas diretamente no computador. O profissional que cuida dessa etapa é o diagramador, a pessoa que monta o livro. Após a montagem, ou durante a mesma, pode-se imprimir a obra para fazer provas. É a chamada “boneca” do livro, em que se pode ver e pegar nas folhas, ler diretamente no papel, anotar, rabiscar, corrigir e enviar de volta para conserto. Após a impressão final dos exemplares não são mais possíveis correções. Por isso, todo cuidado é pouco durante a construção de um livro.

A publicação pode ser feita, também, em sites especializados em livros digitais e em livros de papel. Nesses sites a obra pode ser vendida em forma digital ou mesmo impressa e enviada para a casa do leitor. Geralmente se publica de graça, em outras vezes se paga por um serviço de montagem do livro. Só há custo para o leitor, quando adquire o livro, seja em formato digital ou em papel. Ao final deste texto, há uma lista de sites que produzem livros digitais.

Publicar em papel também não custa muito caro. Há muitas opções de gráficas ou pequenas editoras que trabalham com pequenas tiragens e a preços competitivos. Depende da disponibilidade financeira do escritor e da quantidade de livros que ele pretende imprimir. A impressão sob demanda, quando se imprime à medida que o livro vende, é uma alternativa para quem não tem muito dinheiro ou não tem ainda uma lista grande de leitores. O autor vai investindo em tiragens de vinte, cinquenta, cem exemplares, fazendo pequenos lançamentos, divulgando aos poucos e, à medida que o livro vai sendo vendido, ele compra mais e refaz o estoque.

Quando o livro fica pronto, outra parte do trabalho começa. Escrever não é fácil, montar um livro e imprimir também não é algo que se faz da noite para o dia. Mas a divulgação e a venda são as etapas mais trabalhosas de todo o processo. Falar do próprio livro, fazer palestras e participar de eventos, sempre comentando a mesma obra, pode ser um trabalho cansativo e chato, mas rende frutos. Afinal, o que não é visto não é desejado. Então, começa agora a batalha do escritor para colocar seu livro na boca do povo, literalmente.

Livros eletrônicos
Publicar, no entanto, não significa imprimir um livro. A publicação pode ser feita diretamente em sites e blogs, sem a necessidade de imprimir. Com o advento dos livros eletrônicos (e-books), muitas obras nem mesmo chegam a uma gráfica. Vão diretamente para os leitores através de tabletes, arquivos eletrônicos e outras formas de publicação, incluídos, aqui, o áudio-livro (obra “falada” e gravada em CDs ou em arquivos para serem ouvidos na internet). A publicação em forma eletrônica, os chamados e-books, nem sempre custa barato ou de graça. Na internet,  é possível encontrar várias alternativas. No entanto, para que o e-book seja comercializado por grandes livrarias, é necessário que o arquivo obedeça certos critérios técnicos que talvez o escritor comum não conheça. Para isso, existem empresas especializadas em digitalizar arquivos do formato Word para .epub, .mobi, PDF etc. Estas empresas realizam, ainda, a confecção ou adaptação da capa, registro ISBN, além de intermediar a colocação em sites de livrarias, acompanhar as vendas e prestar contas ao autor etc. É um trabalho minucioso e que demanda tempo e disposição, que nem sempre o autor possui.

Uma pergunta que sempre me faço é que tipo de escritor eu quero ser. É público e notório que viver de arte num mundo capitalista é meio utópico. A menos que sua arte caia no gosto do povo e comece a ser consumida como água no deserto. Eu acredito no que faço e planejo viver de literatura. Mas, enquanto esse dia não chega, vou investido em leitura, cursos, profissionalização, melhorando minha rede de relacionamentos, participando de eventos ligados ao livro e à leitura etc. Sou um Escritor Independente (aquele que não é bancado por uma editora). Ou seja, eu mesmo pago para produzir e imprimir meus livros. Também me encarrego de divulgar e vender, seja de porta em porta, seja pelos correios, seja em saraus, recitais e eventos ligados à literatura.

Que tipo de escritor quero ser
Ser traduzido em várias línguas e ser conhecido fora do seu país é uma das façanhas mais desejadas. Trabalhar para isso, no entanto, pode durar uma vida inteira. Os frutos virão, certamente, mas é bom a pessoa se perguntar se tem energia, dinheiro, conhecimento e disposição para uma maratona como essa. Escrever para provar para alguém que você é capaz nem sempre é um bom caminho. Vale muito mais se você conseguir escrever porque gosta do assunto, porque sente prazer em participar desse processo criativo que pode tomar muito tempo. Nesse caminho, o escritor pode despertar inveja, pode também ficar com inveja de outros mais bem sucedidos e querer entrar numa disputa para provar quem pode mais. Isso não é literatura nem é arte, pois tanto a literatura como a arte são processos maiores, que envolvem desprendimento, aprendizado, compartilhamento, solidariedade, envolvimento emocional e doação.

Ser um escritor midiático, vendedor de best seller, invadir as prateleiras das livrarias pode ser parte de um planejamento, se você escreve com o coração e consegue atingir o gosto popular, ou se enveredar pela seara de escrever sob encomenda, indo na onda do momento, fazendo livros da moda, falando de assuntos que despertam o interesse de muitas pessoas. Por outro lado, se tornando um especialista em determinado assunto, um pesquisador, um intelectual gabaritado, pode, também, tornar a pessoa uma referência dentro do mundo acadêmico e lhe render, até, recomendações de seus livros para vestibulares, adaptações para TV, cinema, teatro, quadrinhos e outras mídias. Esse sucesso pode vir, ainda, através de palestras em escolas, eventos, congressos, simpósios, saraus etc.

Há quem prefira ser um exímio declamador, recitador, performer, que também é uma área que dá bastante visibilidade, principalmente numa época em que o visual e o midiático contam muito. Além disso, o escritor também pode atuar em outras áreas da cadeia do livro como Agente Literário (o profissional que intermedia, promove, divulga, “vende” o livro para editoras e acompanha o escritor no processo de divulgação e venda). Outra alternativa é o escritor se especializar em crítica literária, nicho de mercado pouco explorado ultimamente.


 

Dicas para escritor. Confira algumas delas!
 

1- Envio dos originais para a avaliação das editoras  Na internet é fácil encontrar sites e endereços de editoras interessadas em novos autores. Algumas aceitam a obra via e-mail, outras preferem o material impresso ou em CD encaminhado pelos correios. É a tentativa mais fácil de publicar. Se o livro for escolhido, pode ser impresso e distribuído por todo o país, a depender do tamanho da editora.

2- Pagamento por uma publicação  Muitos escritores têm preferido esta modalidade. Contratam uma editora que produz o livro, prepara capa,
faz correção ortográfica e gramatical e até noites de autógrafos. Para quem não tem tempo e deseja comodidade, é uma boa alternativa. Há empresas que se especializam a ponto de fazer a distribuição e venda do livro, bem como a divulgação dos seus autores na mídia. Os preços variam de acordo com o serviço contratado.

Se o próprio autor fica encarregado da divulgação e venda, o negócio se complica, por demandar tempo e experiência. O livro pode ficar encalhado na casa do escritor ou servir de presente para os amigos dele.


3- Publicar via Clube de Autores  Este site publica livros gratuitamente. Basta que o autor se cadastre e edite o seu livro por conta própria. A impressão é feita sob demanda, à medida que o próprio autor solicite exemplares ou que o livro seja vendido, via internet. Não há obrigatoriedade de permanecer no site. Se o livro fizer sucesso e o escritor quiser romper o contrato, isso é feito com facilidade e sem custo. Veja alguns sites que publicam de graça:
www.clubedeautores.com.br
www.lulu.com
www.blurb.com
www.bubok.pt
www.perse.doneit.com.br

4– Contratação de um agente literário - O profissional contratado pode levar sua obra a diversas editoras e, a
depender da habilidade dele e do conteúdo de seu livro, o seu trabalho poderá ser publicado e patrocinado por uma editora. Este serviço não é barato. Há agentes que cobram até para analisar a obra.

5- Publicação na internet  É a forma mais fácil de publicar. Divulgação pela rede de computadores é muito fácil. Mas cobrar pelo livro é mais complicado. A vantagem é tornar-se conhecido e poder atrair uma editora interessada na popularidade do escritor. A publicação tanto pode ser em sites, blogs, flogs, como em livros eletrônicos. Algumas editoras já publicam, além da edição impressa, a versão eletrônica, a um preço mais acessível. Há livros eletrônicos que se pode "baixar" para o computador e distribuir gratuitamente. Outros vêm com proteção para abrir somente na máquina em que foi salvo pela primeira vez.

6– Participação em concursos literários  Há prêmios
literários que pagam aos vencedores quantias em dinheiro ou publicação dos livros selecionados. A depender do prêmio, isso pode significar a divulgação na mídia nacional e/ou internacional e a contratação por uma editora. Esta é uma forma de entrar pela porta da frente no mercado editorial. No entanto, a maioria dos concursos e prêmios literários exige o pagamento de uma taxa de inscrição. Além disso, muitos dos certames servem apenas a quem os promove. Portanto, a escolha em se inscrever precisa ser bem analisada.

7– Participar de antologias  Na internet proliferam as
empresas e pessoas físicas que promovem livros escritos por vários autores. As antologias servem para escritores iniciantes e que não podem pagar pela edição de um livro solo. Os preços variam de acordo com a quantidade de páginas contratadas. Algumas iniciativas são louváveis, pois lançam os livros em coquetéis, cafés literários ou em bienais do livro. A maioria cobra inscrição do autor ou exige que ele compre antecipadamente uma quantidade determinada de exemplares. Pouquíssimas iniciativas não cobram taxa de inscrição. O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia premia os selecionados com a publicação. Os primeiros dez colocados recebem um exemplar do livro. Os demais não recebem nem são obrigados a comprar.

8– Leis de Incentivo à Cultura  Há a Lei Rouanet e
leis estaduais e municipais de incentivo à cultura. Todos os anos são abertas inscrições a editais que selecionam obras literárias nos vários gêneros. É bom ficar de olho. A desvantagem dessa modalidade é a burocracia, a infinidade de formulários e regulamentos a serem preenchidos, além da captação dos recursos que sempre fica por conta do escritor. Já existem empresas que executam todas as etapas desse processo, desde a inscrição até a prestação de contas final.

Divulgação, Distribuição e Vendas

Vencida a etapa da publicação, vem a parte crucial e que pode desestimular o novo escritor. Para se vender um livro, colocá-lo numa livraria, divulgá-lo e fazer o produto final livro circular, é preciso ter sorte, pagar para distribuidoras de livros e até pagar para a livraria colocar o livro em local visível na prateleira . Ou seja, o trabalho árduo do escritor não termina quando ele conclui a obra e envia para uma editora. Participar de debates, feiras de livros, palestras, simpósios e eventos relacionados à cadeia literária nem sempre é barato e acessível ao escritor iniciante. Porém, essas atividades ajudam a tornar o autor conhecido e a divulgar o seu trabalho. Uma boa alternativa é o escritor visitar escolas, se integrar a projetos de incentivo à leitura, interagir com a comunidade, fazer rodas de leitura em bibliotecas etc. A dica é ficar antenado e procurar escritores mais experientes, trocar ideias, intercambiar informações. O resto, é esperar que o leitor leve o seu livro para casa, o leia e comente. Afinal, o boca a boca é a melhor propaganda. 

Revolução do processo literário
O mercado livreiro está concentrado nas mãos de poucas pessoas, que o controlam e ditam suas regras. No processo em que o próprio escritor participa da produção, o círculo se quebra. O autor do livro pode ganhar em agilidade, pois tira todos os atravessadores do seu caminho. Não mais há pedra na sua rota. Do Word, o texto vai direto para a editoração. Ali, o escritor prepara o formato do livro, detalhes como tipo e tamanho de papel, desenho de capa etc. Vencida esta etapa, ele "publica" o livro na internet, envia para impressão e o próprio site se encarrega de remeter a encomenda a quem comprar, cobrando o devido preço. Adeus agente literário, gráfica, editor, distribuidor, livraria, vendedor etc. Ganha o mercado, ganha o escritor e ganha, muito mais, o leitor, que vai contar com uma variedade imensa de novos títulos a preços mais baratos.

* Com informações dos site "Vísceras Literárias" e "Diggs"

 
 
 
 
 
[4] DECRETO Nº 6.583, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008

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